22 de abril de 2014

Lançamento do Polo de Aventura Missões



Descubra as Missões e conheça o projeto MISSÕES: Polo de Aventura.

Lançamento no dia 26 de abril, na Fazenda da Laje, São Miguel das Missões-RS.

A Pousada das Missões é um dos polos onde ocorrerão diferentes atividades de aventura. Para informações, contate-nos:
E-mail: pousada.missoes@terra.com.br
Website: www.pousadatematica.com.br
Skype: pousada_missoes
Fone: (55) 3381-1202




15 de abril de 2014

Via Sacra Missioneira

Começaram nesta segunda-feira (14/4) à noite em Santo Ângelo as sessões de A Via-Sacra Missioneira, projeto que vai transforma a Catedral Angelopolitana em uma gigantesca tela de cinema. Até o próximo dia 24, diariamente a partir das 20h, o templo será iluminado por cenas que misturam o calvário de Jesus Cristo com o massacre dos índios guaranis.



A projeção mapeada vai sobrepor na catedral imagens das ruínas da igreja de São Miguel das Missões e da via-sacra pintada por Aldo Locatelli (1915 – 1962). A produção foi concebida por Hique Gomez e Cláudio Ramires.

O texto reproduzido na Via Sacra Missioneira foi elaborado pelo secretário de Cultura, Lazer e Juventude de Santo Ângelo, Mário Simon e além de relatar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo em forma de pajada (rima missioneira) apresenta passagens da história dos Sete Povos das Missões.



A animação de 13 minutos conta com trilha sonora de Hique, executada pela Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e com vocalises angelicais da cantora Bella Stone. O músico ainda é responsável pelo áudio com a narração da história, contada por ele em forma de pajada.

21 de março de 2014

Circuito Internacional das Missões Jesuíticas






O Circuito Internacional das Missões Jesuíticas foi criado em 1995 e une os atrativos turísticos do Brasil, Argentina e Paraguai relacionados aos 30 Povos das Missões Jesuítico-Guarani.



São 7 Patrimônios Culturais da Humanidade: Um no Brasil (São Miguel das Missões); 4 na Argentina (San Ignácio Mini, Santa Ana, Loreto e Santa Maria Maior) e 2 no Paraguai (Trinidad e Jesus).



Para quem sai ou entra por Foz do Iguaçu, completa mais dois Patrimônios Naturais, um no lado Brasileiro e um no lado Argentino, chamando-se de Roteiro Iguassu-Misiones, daí então com nove Patrimônios Mundiais.


Clique aqui para saber mais informações sobre os 30 povos missioneiros do Paraguai, Argentina e Brasil.

Argentina
Nuestra Señora de Loreto (1610)
Concepción de la Sierra (1619)
Corpus (1622)
Santa María la Mayor (1626)
Yapeyú (1627)
San Javier (1629)
La Cruz (1630)
San Carlos (1631)
San Ignacio Miní (1632)
Santo Tomé (1632)
Nuestra Señora de Santa Ana (1633)
Candelaria (1637-1665)
Apóstoles (1638)
San José (1638-1660)
Mártires (1639)

Brasil
São Francisco de Borja (1682)
São Luiz Gonzaga (1687)
São Miguel Arcanjo (1687)
São Nicolau (1687)
São Lourenço Mártir (1690)
São João Batista (1697)
Santo Ângelo Custódio (1706-1707)

Paraguai
San Ignacio Guazú (1609)
Encarnación de Itapua (1615)
San Cosme y Damián (1632)
Santa María de Fe (1647)
Santiago (1651-1669)
Jesús de Tavarangue (1685)
Santa Rosa de Lima (1698)
La Santísima Trinidad de Paraná (1706)

E além dos trinta povos missioneiros, há muitos outros atrativos que compõem a história desta região.


Livro "Pedido de Perdão ao Triunfo da Humanidade"

O livro Pedido de Perdão ao Triunfo da Humanidade, escrito por José Roberto de Oliveira, no ano dos 400 anos das Missões, mostra a importância que as Missões Jesuíticas Guarani tiveram na concepção de um mundo fraternal-igualitário-possível e especialmente na formação da idéia de que a utopia do cristianismo se realizou durante 160 anos da experiência missioneira na América do Sul (1609-1768,). 

Tem também a intenção de chamar a atenção dos herdeiros daqueles que destruíram a “Realidade do Idealismo Cristão”, para que comecem a pedir perdão pelo grande pecado realizado, historicamente apagado pelas penas dos historiadores portugueses e espanhóis, brasileiros e argentinos que escreveram e que, obviamente, no passado amenizaram e até esqueceram os crimes que aqui foram cometidos. 



O livro foi produzido para abrir o coração dos herdeiros dos mandantes das atrocidades contra os povos nativos daquele período histórico para que, de alguma forma, possam ajudar a reconstruir uma vida completa para os herdeiros que ainda hoje estão vivos. A Humanidade espera o pedido de perdão dos que enterraram as esperanças da realização da utopia do cristianismo nas Missões. Esta obra tem o objetivo de contextualizar o que foi o mundo missioneiro anteriormente ao período Jesuítico-Guarani, apresentar “A Experiência” e mostrar a herança que aquele período deixou à humanidade. 

O livro contextualiza as diversas forças que levaram à montagem do projeto missionário, analisando seu crescimento, apogeu e supressão. Também mostra que o Guarani não desapareceu, e que apesar do extermínio de parte da gente daquele período, sua genética e cultura continuam vivas no meio regional e estadual, e nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Naquele período, o Renascimento e o Iluminismo, bem como a própria Contra-Reforma estabeleciam um novo momento na humanidade. Relacioná-los com o projeto e o reflexo dentro da construção dos 30 povos é um dos objetivos desta obra. 



O livro também cumpre um papel interligador entre a História e o Turismo. Apesar do número expressivo de produções bibliográficas, precisávamos de um compêndio apresentando as várias vertentes que compõem o contexto missioneiro, suas relações com a vida cotidiana dos vários períodos históricos que se passaram e o reflexo no presente, mostrando os atrativos nos três países que compõem o Circuito Internacional das Missões. 

Tem como objetivo principal analisar e apresentar fatos que mostram o porquê de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, ser incluído pela UNESCO como “Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”, mostrando que as Missões representaram “uma experiência econômica e sociocultural sem precedentes na história dos povos”. O texto busca explicação para a pouca atenção à história missioneira dentro do Brasil e da Argentina, quando o tema foi priorizado por tantos pensadores como Voltaire, um dos expoentes do Iluminismo, que se referiu ao projeto como “Um triunfo da Humanidade”. 

Um tema tão apaixonante, com tantos amigos como Clóvis Lugon e tantos inimigos como o Marquês de Pombal, leva a pensar nas culpas como a dos Bandeirantes que, naquele período, sacrificaram centenas de milhares e levaram outros tantos para serem escravos nas suas lavouras de São Paulo ou para serem vendidos no comércio escravista do Rio de Janeiro. 

Entre os diversos reflexos dos 160 anos da “experiência”, na política, o livro mostra os escritos a respeito das Missões de Paul Lafargue, genro de Karl Marx, e Kautski, precursor do socialismo. Demonstra-se, através deste, o desejo de que a mais bela página da história do cristianismo dentro da América possa, definitivamente, ocupar um espaço importante na cultura e na política brasileira e do Mercosul. Não basta ter um Patrimônio Mundial; é preciso que as pessoas do mundo contemporâneo conheçam mais profundamente a história que encantou toda a Europa nos séculos XVII e XVIII. O povo nativo missioneiro não desapareceu. Está vivo nas aldeias, mas também geneticamente no povo atual. O Livro mostra esse lado histórico de forma clara para que a gente de nosso tempo compreenda melhor o jeito de ser de nossos contemporâneos e com isto busque soluções para a caminhada futura. 

A edição é da Martins Livreiro Editora e nacionalmente está sendo distribuído pela Livraria Cultura e Saraiva. Está a disposição na Pousada das Missões. 

http://www.martinslivreiroeditora.com.br/ http://www.livrariacultura.com.br/

17 de março de 2014

Exposição "Viajante: Experiências de São Miguel das Missões”, de Carlos Vergara, chega a Santa Maria

A partir de 24 de março, os gaúchos e os conterrâneos do artista santa-mariense Carlos Vergara poderão conferir gratuitamente um de seus mais importantes trabalhos. A exposição “Experiências de São Miguel das Missões”, que vem de recente circulação nacional, tem o objetivo de estabelecer um diálogo entre a arte contemporânea de Vergara e as ruínas de São Miguel das Missões. O público de Santa Maria poderá conferir as peças no Museu de Arte de Santa Maria – MASM (Av. Presidente Vargas, 1400) até 20 de abril, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados, das 14h às 18h, com entrada gratuita.





A mostra que já passou por diversos estados do país retrata os momentos vivenciados pelo artista em sua passagem pelas Missões. Através da arte ele apresenta os acontecimentos de relevância religiosa, política e geográfica para a história da América. O local retrata as aldeias indígenas gerenciadas pelos padres jesuítas, que revelavam seus desejos de civilização e evangelização desses povos.


Vergara revela nessa exposição os tempos e espaços que encontrou através de sua viagem pelas Missões no Estado. Quem comparecer será surpreendido pela multiplicidade das obras, que misturam técnicas de fotografia, pintura, vídeo, monotipia e colagem de elementos naturais do local visitado. “Experiências de São Miguel das Missões” é um projeto contemplado pelo Edital Arte & Patrimônio 2007, uma realização do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e tem apoio do Paço Imperial e patrocínio da Petrobras.

No extremo sul da América, as Missões foram uma possibilidade singular de vida em comum, nas quais as diferenças eram assumidas, cultivadas e reinventadas.

Em entrevista ao crítico de arte Luiz Camillo Osório, Vergara afirmou que uma pergunta recorrente é “como viver junto?”. E essa tentativa em respondê-la o levou às Missões Jesuíticas do sul do país, sobretudo à cidade de São Miguel das Missões, onde estão as ruínas jesuítas da antiga redução de São Miguel Arcanjo, declaradas como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.

Mais informações sobre as atrações na cidade podem ser obtidas no Sesc Santa Maria, localizado na Avenida Itaimbé, 66, ou pelo telefone (55) 3223-2288.



Exposição “Experiências de São Miguel das Missões", de Carlos Vergara:
Data/ Horário: 24 de março a 20 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h e aos sábados, das 14h às 18h. 
Local: Museu de Arte de Santa Maria – MASM (Av. Presidente Vargas, 1400)Entrada franca