20 de agosto de 2015

Pacote para grupos escolares com oficina de Arqueologia Guarani.



A Pousada das Missões oferece aos seus clientes, especialmente turistas alunos de escolas, a "Oficina de Arqueologia" que é um momento em que os jovens e crianças mergulham no mundo da aventura de ser arqueólogo. Dentro do sítio em que estão pesquisando encontram elementos históricos que unidos reintegram peças históricas. Ao lado do Sítio Arqueológico Patrimônio Mundial de São Miguel das Missões a Pousada das Missões é o local onde tudo acontece.


17 de agosto de 2015

Você Sabia? ~ Missões parte 5



As oficinas de esculturas ou “talleres” das Missões eram os locais onde os escultores aprendiam, com seus mestres, a produzir imagens em madeira para adoração ou para ornamentação da igreja da Redução. Foram utilizadas diversas espécies de árvores como o tayi, o urundey, quebracho e especialmente o cedro. As imagens de talha eram policromadas, com cores vivas, extraídas de plantas e de minerais e algumas tintas vinham da Europa.
Ainda há diversas peças preservadas nos trinta povos. São peças em estilo barroco, a partir de 3 cm de altura até mais de dois metros. Ao visitar as Missões, repare que muitas das imagens esculpidas na região têm traços indígenas.



As roupas de uso comum eram feitas nas oficinas. Homens e mulheres recebiam um traje por ano e as crianças dois. O tecido e o corte eram uniformes.
Os homens trajavam um gibão e culote, semelhantes à roupa dos espanhóis e, por cima, uma blusa de pano branco. Os índios não se acostumaram ao uso de meias e sapatos, usando somente em ocasiões especiais, segundo cartas da época. Para festividades e guerras, usavam trajes militares.
A mulher missioneira usava o "tipoy", que era um tipo de vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando sem costurar apenas duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, usavam uma espécie de cordão, chamado "chumbé". O "tipoy" era feito de algodão cru. Em ocasiões festivas, usavam um "tipoy" de linho sobre o de uso diário. Apenas nas vestes religiosas, sobretudo nas procissões, as índias usavam mantos de outras cores.
Após o final do período missioneiro, os trajes evoluíram com mudanças graduais até a vestimenta tradicional gaúcha.

16 de agosto de 2015

Você Sabia? ~Missões parte 4


A criação de gado fazia-se em grandes estâncias longe dos povos. A estância de São Miguel, por exemplo, ia até o atual Uruguai, passando por Santa maria e Bagé, distante quase 600 km. Nessas estâncias também se criavam cavalos, ovelhas, cabras, porcos, galinhas. A propriedade era sempre da comunidade. Em 1709, os jesuítas fundaram a Vacaria dos Pinhais, em terras do atual município de Vacaria. Acredita-se que no seu auge as Missões possuíam mais de um milhão de cabeças de gado. Após a expulsão dos jesuítas, todo o gado distribuído pela região tornou-se, por muito tempo, a base da economia gaúcha, formador do tropeirismo, estâncias e charqueadas.

Nessa época, não havia fábricas, mas oficinas, e todos trabalhavam sob a orientação de um mestre. Entre eles, destacamos o Padre Antônio Sepp, que incentivou a música, a botânica e iniciou a fundição de ferro e aço; José Brasanelli, arquiteto e famoso escultor; e João Batista Primolli, responsável por grandes obras, como a igreja de São Miguel Arcanjo.
Artes plásticas, como a escultura, alcançaram grande nível. Nas oficinas fabricava-se todos os instrumentos necessários para o cotidiano, a agricultura e as construções, além de instrumentos musicais. Imprimia-se livros, produzia-se escultura, pintura, tecidos, pigmentos, metais, materiais em barro e couro. Inclusive os teares ocuparam as oficinas, servindo-se da lã e do algodão como matéria prima. Montesquieu chamou as Missões de "primeiro estado industrial da América".

15 de agosto de 2015

Você sabia? ~ Missões parte III


O plano urbanístico de cada redução estava assim constituído:
Toda redução tinha a igreja como prédio mais importante e a praça como centro, sendo o lugar onde se realizavam as festas, torneios e exercícios militares.
Em fileiras paralelas, as casas dos índios cercavam a praça, feitas de pedra, com alpendres e cobertas por telhas. As casas não tinham janelas, mas tinham de 6 a 8 portas de cada lado.
Junto à igreja ficavam a residência dos padres, o colégio, as oficinas e o Cotiguaçu (abrigo para viúvas e órfãos). O cemitério era dividido em quatro áreas (para enterrar homens, mulheres, meninas e meninos). Os padres eram enterrados na igreja.
O Cabildo (administração dos índios) contornava a praça. Atrás da igreja se cultivava a quinta (pomar e horta). Algumas missões tinham portaria, Tambo (hospedaria para visitantes), capela e até clausura.





São João Batista destacou-se por ser a primeira fundição de ferro e aço no atual território brasileiro e pelo grande desenvolvimento das habilidades artísticas. No povo de São João Batista haviam artistas de todas as profissões, orientados pelo Padre Sepp. Sua presença na região missioneira possibilitou uma rápida evolução das artes em geral e principalmente da música. Foi o local da criação da Harpa Paraguaia.
Segundo cartas da época, a música foi um instrumento na conquista dos povos nativos em todo o território missioneiro. Posteriormente, foram os índios que conquistaram a admiração dos padres pela sua habilidade musical. Cada Redução teve seu coral e orquestra com instrumentos produzidos nas Missões, em São João, contava com mil índios.

Você Sabia? ~ Missões parte II


Paraguai:
San Ignacio Guazú (1609)
Encarnación de Itapua (1615)
San Cosme y Damián (1632)
Santa María de Fe (1647)
Santiago (1651-1669)
Jesús de Tavarangue (1685)
Santa Rosa de Lima (1698)
La Santísima Trinidad de Paraná (1706)
Argentina:
Nuestra Señora de Loreto (1610)
Concepción de la Sierra (1619)
Corpus (1622)
Santa María la Mayor (1626)
Yapeyú (1627)
San Javier (1629)
La Cruz (1630)
San Carlos (1631)
San Ignacio Miní (1632)
Santo Tomé (1632)
Nuestra Señora de Santa Ana (1633)
Candelaria (1637-1665)
Apóstoles (1638)
San José (1638-1660)
Mártires (1639)
Brasil:
São Francisco de Borja (1682)
São Luiz Gonzaga (1687)
São Miguel Arcanjo (1687)
São Nicolau (1687 – segundo ciclo)
São Lourenço Mártir (1690)
São João Batista (1697)
Santo Ângelo Custódio (1706-1707)
Coloca esta história no teu roteiro, vem conhecer as Missões!


Cartas dos padres mostram os critérios para escolha dos locais: topografia suave; presença de depósitos aluviais férteis; que não tivesse pântanos; que houvesse zonas de mata e campos relacionados com diferentes estruturas e cursos d’água possíveis de serem canalizados e devidamente utilizados pela população. As reduções geralmente eram voltadas para o norte, a exceção é Santo Ângelo Custódio, voltada para o sul.
Escolhido o local, com alguns índios, iniciavam as plantações e primeiras construções. Só depois vinham as famílias. A terra da missão era propriedade que não pertencia nem a indivíduos, nem a famílias, nem a cacicados em particular, mas a todos da redução.