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5 de julho de 2013

Museu das Missões


O Museu das Missões contém um dos principais acervos de imagens esculpidas do período Jesuítico-Guarani em todo o planeta. 


Em 1937 foi criado o SPHAN e, no mesmo ano, o arquiteto Lucio Costa foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões e propor providências. A criação do museu foi uma das primeiras iniciativas do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN. 

Uma de suas propostas foi a de criar um museu para abrigar a estatuária missioneira dispersa pela região. Em 1938, os remanescentes do povoado de São Miguel e o prédio do museu foram tombados como Patrimônio Nacional e, em 1940, o Museu das Missões foi oficialmente criado. 

Entre 1938 e 1940, o arquiteto Lucas Mayerhofer dirigiu as obras de estabilização na Igreja de São Miguel e construção do prédio do museu. O recolhimento das imagens foi executado por João Hugo Machado entre 1939 e 1940.






A estatuária missioneira acervo do Museu das Missões reflete a riqueza cultural da civilização que se desenvolveu na região, reconhecida por Voltaire, Montesquieu e os principais pensadores do mundo como um verdadeiro triunfo da Humanidade. 

O Museu foi Inspirado nas habitações dos missioneiros, com avarandado coberto por telhas de barro, e hoje é um marco que contém rica coleção pública de imagens, de rara beleza. São quase cem imagens, de tamanhos que vão de 15 cm a 2,20 m. 

A arte missioneira reflete a influência do barroco europeu da época e sua fusão com os traços indígenas. É interessante observar que a parte posterior das grandes imagens foi cavada pelos escultores índios e jesuítas com o objetivo de diminuir o peso e evitar rachaduras.




Visitar o Museu das Missões é compreender a expressão da Unesco que reconhece nas Missões uma experiência sem precedentes na Humanidade!





3 de junho de 2013

Ponto de Memória Missioneira

Concebido e organizado originalmente por Valter Braga, o Ponto de Memória reúne inúmeros objetos que fazem referência à história da região missioneira e de seus habitantes, destacando-se neste cenário a presença de indígenas e de imigrantes de origem européia.

O Ponto de Memória Missioneira possui em seu acervo um amplo leque de bens culturais, incluindo elementos arquitetônicos e construtivos. Ao mesmo tempo, seu acervo abrange artefatos e instrumentos utilizados por grupos de imigrantes que ocuparam o atual território de São Miguel das Missões entre os séculos XIX e XX, após o período de crise ocorrido com a expulsão dos jesuítas da América Portuguesa e com a Guerra Guaranítica. Também guarda bens representativos da cultura indígena, particularmente da comunidade Mbyá-Guarani.




As práticas e rituais desenvolvidos no Ponto de Memória Missioneira estão conectados com a realidade social de seus protagonistas, que têm conservado e divulgado um conjunto de bens culturais nos quais os moradores encontram reconhecimento e identidade.


Neste sentido o Ponto de Memória representa um processo de natureza comunitária e popular, capaz de dar sentido a um forte desejo de memória existente entre moradores de São Miguel das Missões. Surge como um meio para assegurar a participação comunitária no trabalho de reconhecimento, proteção e promoção do patrimônio cultural, apostando na interação entre os diversos grupos tradicionais, étnicos e populares existentes no contexto local.

O Ponto de Memória Missioneira, parceiro do Programa Pontos de Memória, está localizado em São Miguel das Missões, a 50 metros da Pousada das Missões. 

Não deixe de conhecer este ponto de memória, cultura e verdadeiro amor pelas Missões.

18 de maio de 2013

Dia Internacional dos Museus


Projetado pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa, o Museu das Missões localiza-se dentro do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Em 1938, os remanescentes do povoado de São Miguel e o prédio do museu foram tombados como Patrimônio Nacional e, em 1940, o Museu das Missões foi oficialmente criado. A criação do museu foi uma das primeiras iniciativas do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN. O Museu abriga a maior coleção de arte sacra missioneira do país.

Confira o programa "Conhecendo Museus", episódio Museu das Missões.



8 de maio de 2013

#Imperdíveis

Para uma noção ampla da história jesuítico-guarani ocorrida nas Missões, é interessante que os visitantes da região conheçam diversos atrativos. Hoje trazemos mais alguns locais imperdíveis!

A arte missioneira representa um dos legados mais belos e valiosos da cultura dos Sete Povos das Missões, e muitas destas relíquias podem ser apreciadas em museus que abrigam peças produzidas durante o período das Reduções, onde se observa a complexidade da fusão da cultura guarani com a européia. O Museu das Missões abriga a maior coleção de arte sacra do país, e o Museu Monsenhor Wolski possui o 2º maior acervo de miniaturas em arte barroca do Brasil.



Quem quer conhecer a história missioneira também não pode deixar de visitar os remanescentes da Redução Jesuítica de São João Batista, o 6º dos Sete Povos das Missões, no município de Entre-Ijuís. O povoado originou-se em função do crescimento da população de São Miguel Arcanjo, a 24km, de onde saíram 2832 índios em 1697, aos cuidados do padre Antônio Sepp.


São João Batista se destacou por ser a primeira fundição de ferro do atual território brasileiro e pelo grande desenvolvimento das habilidades artísticas (arquitetura, produção de variados instrumentos musicais e corais). No povo de São João Batista haviam artistas de todas as profissões, orientados pelo Padre Sepp. Sua presença na região missioneira possibilitou uma rápida evolução das artes em geral e principalmente da música.



O Sítio também mantém um monumento em homenagem ao padre Antônio Sepp. A obra feita em pedra é datada de 1959 e se confunde com as ruínas da própria redução, reproduzindo a figura dos pioneiros da siderurgia no país.



A redução de São Lourenço Mártir, o 5º dos Sete Povos das Missões, foi fundada em 1690 pelo Padre Bernardo De La Veja, que veio de Santa Maria Maior, na Argentina, junto de 3512 índios. A população de São Lourenço chegou a 6.400 habitantes. Os primeiros relatos de viajantes do século XIX dizem que possuía uma igreja com cinco altares, todos com ornatos dourados e de grande desenvolvimento artístico. 


Hoje o Sítio Arqueológico, no município de São Luiz Gonzaga, tem remanescentes da Igreja, do cemitério, do colégio e o espaço da quinta da antiga redução. A entrada para visitação é franca. 


















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